Falando Sobre…

um pouco de tudo, variedades, entretenimento, seriedade.

Olá leitores!

Hoje trago a vocês uma obra que me deu muito prazer em ler: O Mágico de Oz. Honestamente, não sabia que o tão famoso filme tinha sido inspirado em um livro. Eu sei, feio da minha parte.

A Editora LeYa, gentilmente, me enviou uma cópia de sua re-edição de O Mágico de Oz. A princípio pensei que fosse uma adaptação ou obra inspirada, mas era “the real deal”, o livro real, com o texto na íntegra e isso me deixou bem feliz. Ainda não assisti o musical, mas pretendo fazê-lo, assim que conseguir achar alguma locadora de DVD’s que tenha um filme antigo assim…

Li o livro inteiro em uma noite, foi bem agradável e divertido, com algumas lições implícitas que foram muito interessantes. O livro, originalmente, é um conto infantil. Na minha opinião, é meio longo para ser um conto, mas é realmente meio curto para ser um romance ou, no caso do termo popular “um livro”.

Há mudanças, em relação ao filme, pelo que li e ouvi, inclusive algumas coisas que há tanto eu ouvia falar – ou então que as pessoas que assistiram o filme não entenderam e não souberam explicar. A questão das 4 bruxas, a questão do próprio Mágico de Oz e todas suas implicações (que são spoiler ;) )

O resumo da história é que Dorothy, que vive no Kansas (no meio do nada, um deserto queimado e seco) pega “carona” em um furacão e vai parar em Oz. Ao chegar lá, ela mata uma bruxa má (aliás, a casa dela, que “pousa” em cima da dita cuja) e é considerada uma heroína, mas para voltar para casa, recomendam que ela vá até o grande Mágico de Oz, que é o único com poder para mandá-la para casa – para onde ela quer voltar, apesar de estar em uma linda terra, com tudo de bom e sua casa ser num lugar pobre e feio: “Não há lugar como o nosso lar” (não, ela não diz isso no livro).

Ela segue a estrada de tijolos amarelos até a grande Cidade das Esmeraldas, encontrando, no caminho, o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão. O que acontece daí, não vou contar, spoiler é feio e dá verruga no nariz ;) mas conto que, como todos sabem, Dorothy volta ao seu lar.

Outra questão (que li na Wikipedia) é que aparentemente tudo é uma alegoria enaltecendo o Partido Populista americano e o Movimento Populista. Eu prefiro deixar a parte política de fora, mas quem quiser ler, fica o link.

Agora que falamos do importante, PRECISO comentar duas coisas sobre a edição. Achei a capa linda e muito boa, de um papel resistente – a empregada de onde trabalho derrubou gotas de água no balcão e no livro e não ficou uma marquinha, pois é um papel super resistente. Porém… As ilustrações dentro do livro me deram arrepios. Eu, pessoalmente, não gostei. Essa do lado é uma das melhores, na minha opinião… Na verdade, eu esperava imagens coloridas, bonitas, vivas, como a terra de Oz é descrita, não rabiscos que mais lembram cartoons no estilo Forever Alone ou TrollFace.

Enfim, recomendo muito o livro, é bonito, é histórico, é fofo e tem lições de moral – mas se você quiser ignorá-las é fácil. É um livro que fornece opções: se quiser pensar na forma política, pode, se quiser pensar na forma de moral, pode, se quiser apenas ler e aproveitar, também pode. É um livro para todas as idades – nunca é cedo demais para ler ou para a a mãe ler para seus filhos e filhas. Aproveitem!

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