Estou aqui para falar sobre um dos meus livros favoritos e o grande clássico de Anne Rice: Entrevista com o Vampiro. Na minha opinião é uma das melhores adaptações de livros para o cinema da história, pois a história, até onde minha memória permite lembrar do filme, não foi alterada, os personagens estavam incríveis, os atores muito bem escolhidos… Ah Lestat *.*
Entrevista com o Vampiro (doravante denominado “Entrevista”) conta a história de Louis de Pointe du Lac (que é o nome do local onde ele vivia, em New Orleans) que decide contar sua vida a um jornalista. Ele conta as histórias de sua infância, como conheceu Lestat, os anos que viveu com esse e Cláudia, a criança-vampiro.
A história não termina, pois ele ainda vive, Lestat ainda vive, o que, aliás, até pode ser considerado spoiler, mas quando você sabe que tem mais um livro chamado “O Vampiro Lestat” e que Lestat é protagonista na maioria das Crônicas Vampirescas, é difícil considerar a não morte de Lestat um spoiler.
Ainda somos apresentados a alguns outros personagens, como Armand e o Teatro dos Vampiros, mas ficamos sabendo pouco sobre a vida de vampiros em si. Louis não sabe muito e o pouco que consegue absorver de Lestat só o deixa com a certeza de que ele não quer contar alguma coisa.
Anne Rice é magistral em Entrevista. Suponho que ela não planejava escrever mais livros sobre o assunto, mas com a grande repercussão, acabou escrevendo toda uma enorme série que praticamente conta toda a história dos vampiros através dos milênios.
Eu recomendaria a qualquer um, começar a ler Anne Rice por Entrevista, seguindo comVampiro Lestat e A Rainha dos Condenados. Esses três livros fazem muito mais sentido quando lidos nessa ordem e ficam muito mais interessantes, já os outros livros das crônicas vampirescas podem ser lidos em qualquer ordem, mas depois desses três, pois a maioria, se não todos, tem spoilers dos 3 principais.
Louis é minha grande irritação nos livros da Anne Rice. Ele é chorão, melancólico, irritante. Lestat diz que ele é filho de sua época e nunca conseguiu sair dos anos 1800′s, enquanto Lestat foi mudando, se modernizando e integrando com o mundo, conforme as épocas passavam. Ah Lestat. Feroz, cruel, violento mas ainda assim quente, amado e amante, sem controle e sem limites.
Cláudia, a menina-vampiro, uma criança vampirizada, cujo corpo não cresce mas a mente envelhece: você consegue imaginar o que é ser uma mulher de 50 anos, no corpo de uma menina de 8? Ou mesmo com 20 anos, em um corpo de 8. E que tal uma mulher de 150 anos presa no corpo de uma linda menina angelical de 8? Complicado, né? Pois essa é Cláudia. Linda, fofa, atribulada, feroz como Lestat, complexa como Louis, traiçoeira como Lestat. Ela desenvolveu parte da personalidade de cada um… E o resultado não foi bom.
Enfim, nota-se que eu amo muito os vampiros de Anne Rice? Acho que ainda vale um adendo: eles não brilham, não têm relações sexuais, NÃO podem ir no Sol (viram carvãozinho), dormem durante o dia, têm uma história – em O Vampiro Lestat conta a origem dos vampiros, não se unem para a vida toda: todos os pares montados ficam juntos apenas alguns séculos, nunca para sempre. Ah, claro, e eles não levam gênero em consideração, nem laços familiares. Lestat vampiriza a própria mãe (e passa um bom tempo com ela), Louis e Cláudia, sem contar outros, os vampiros se unem por afinidades, ficam juntos, até seria um amor gay, pedófilo e incestuoso se não fosse o fato que, bem, eles só vivem juntos e conversam e compartilham vítimas… Coisa que qualquer um faz com seus amigos, né? Não? Ahm. Ok.
Bom, agora que já falei demais (e demais mesmo), vou deixar vocês, para ficarem com aquela vontadezinha, aquela coceira, para ler o livro e, depois dele, para ler todos os outros. Eu prometo, “O Vampiro Lestat” tem a resposta para praticamente todas as perguntas que vocês tiverem em “Entrevista com o Vampiro” e sim, Louis é tão tonto quanto parece.
E para quem já leu, fique à vontade para comentar, para discutirmos o livro, dá pra notar que eu tenho muito a falar, não é?










