Confesso que quando recebi o livro Cabeça de Vento fiquei um pouco ansiosa. Meg Cabot me foi recomendada diversas vezes por amigas, mas nunca tinha lido nada dela, até agora. Não sou fã do estilo menininha (e sempre lembrava do filme O Diário da Princesa), mas Cabeça de Vento mudou minha impressão de Meg Cabot – nunca mais vou lembrar dela apenas por um filme cor de rosa da Disney.

Cabeça de Vento (Airhead) é sobre uma menina, Em Watts, que não é nada popular. Ela não é bonita, nem quer ser. Ela não tenta se arrumar, evita todo tipo de atitude que possa deixá-la popular – ou morta viva, como ela classifica esse tipo de pessoa, que apenas vive conforme o sistema, ignorando qualquer outra forma de viver.
Até o momento em que sofre um acidente, que seria fatal, e seu cérebro vai para no corpo de uma super top model (Nikki Howard). Agora, por causa de um acordo – que salvou sua vida – ela tem de viver a vida de Nikki e se adaptar a muitas coisas que ela não quis, não procurou e nunca conseguiu entender. Como meninos que se apaixonam por ela – e muitos deles.
O primeiro ponto que me chamou a atenção: Nikki tem TODAS as atenções masculinas. Ela pode escolher qualquer menino à sua volta e todos são lindos, ricos (mas não muito inteligentes). Admito que não estou torcendo para quem Em/Nikki torce.
O segundo, eu me identifiquei MUITO com a Em. Por ser uma menina que prefere ler a ir em uma festa e que não liga muito para maquiagem ou produtos de beleza, realmente me lembrei de mim mesma em alguns trechos, como esse:
“Lulu olhou para mim, horrorizada.
- Sabonete? SABONETE? Você lava o rosto com SABONETE?
- Bem, o que mais devemos usar na pele? – perguntei”
Devorei o livro em 5 horas, ele é de leitura fácil e agradável, a história realmente te prende, você quer saber o resto e, mais que tudo, quer ver a Em mostrando para o mundo que ser inteligente e bonita funciona sim, sempre com muito bom humor.







